Não é falta de tempo. É falta de noção.

Usa o Google Calendar para perceber onde o teu tempo está a ser gasto e reduzir o desgaste diário.

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O uso simples do Google Calendar para perceber onde o teu tempo está a ser gasto

“Não tenho tempo para nada.”

Ouço isto todas as semanas.
E quase nunca é verdade.

Quando peço às pessoas para me dizerem onde gastaram o tempo, a resposta falha.
Sabem que o dia foi cheio.
Sabem que acabaram cansadas.
Mas não conseguem apontar o que ocupou realmente o dia.

Isto não é um problema de horas.
É um problema de leitura do dia.

O erro típico quando o dia começa a pesar

Quando a sensação de sobrecarga aparece, a reação costuma ser automática: organizar mais.

Mais listas.
Mais aplicações.
Mais métodos.
Mais sistemas.

O resultado é previsível: mais fricção.

Organizar sem perceber o que já existe não resolve nada.
Só acrescenta camadas.

Antes de mudar rotinas ou criar processos novos, há uma pergunta básica a responder:
o que é que está, de facto, a ocupar o meu dia?

Ver o dia reduz o cansaço mental

O cansaço não vem apenas do volume de tarefas. Vem da decisão constante.

Quando tudo está disperso — cabeça, notas soltas, mensagens, lembretes — o cérebro entra em modo defensivo.
Decide mal.
Cansa mais rápido.

Quando o dia está visível, o esforço baixa.
Não porque tudo fica resolvido, mas porque deixa de estar difuso.

Perceber padrões reduz o desgaste e isso muda a forma como decides.

O Google Calendar como ferramenta de leitura (não de produtividade)

Quase toda a gente já usa o Google Calendar.

Nem que seja para reuniões, consultas ou compromissos fixos.

Aqui, ele não serve para “fazer mais”.
Serve para mostrar.

Pensa nele como um registo visual da tua semana.
Não como uma agenda perfeita, mas como um retrato honesto do uso do tempo.

O sistema de cores mais simples possível

Nada de categorias infinitas.

Nada de métodos complicados.

Três cores chegam:

  • uma para trabalho

  • uma para compromissos pessoais

  • uma para descanso, família ou pausas

Não cries eventos novos.

Não reorganizes nada.

Altera apenas a cor do que já está marcado.

Em poucos segundos, o padrão aparece.

O que observar (sem corrigir automaticamente)

Depois de aplicares as cores, olha para a semana e responde, com frieza:

  • Está tudo da mesma cor?

  • Há dias completamente ocupados, sem intervalos?

  • Uma área domina claramente o calendário?

  • O descanso aparece ou é inexistente?

Aqui é importante travar o impulso de “arrumar”.

Não é o momento de corrigir.
É o momento de perceber.

Sem leitura correta, qualquer ajuste é tiro no escuro.

O desgaste vem da desorganização invisível

Muita gente não está cansada por trabalhar demasiado.
Está cansada porque o dia é opaco.

Trabalho espalhado.
Compromissos pessoais empurrados para o fim do dia.
Sem margens.
Sem transições.

O calendário mostra isso sem opinião.
E isso é exatamente o que o torna útil.

Primeiro perceber. Depois ajustar.

As melhores decisões não vêm de fazer mais.
Vêm de retirar o que não faz sentido.

Às vezes não é preciso adicionar nada.
É preciso reduzir.
Compactar.
Criar espaço.

E isso só acontece quando o dia deixa de ser uma sensação
e passa a ser algo que consegues ver.

Exercício prático desta semana

Sem projetos, sem metas:

  1. Abre o Google Calendar

  2. Define três cores simples

  3. Aplica-as aos eventos existentes

  4. Observa durante alguns dias

Se no fim da semana perceberes algo que antes não vias,
o exercício cumpriu o seu papel.


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